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5ª Mostra Petrolinense de Foguetes reúne estudantes de 14 escolas em desafio de ciência e criatividade


Transformar a ciência e os conceitos de Física em algo prático e divertido, além de estimular a criatividade e o trabalho em equipe. Foi com esse propósito que a 5ª Mostra Petrolinense de Foguetes reuniu estudantes de 14 escolas dos ensinos fundamental e médio no antigo Porto de Petrolina. Durante a competição, os participantes lançaram foguetes feitos com garrafas PET, aproximando o conhecimento científico do cotidiano escolar.

Ao todo, participaram 21 equipes, distribuídas em duas modalidades. No ensino fundamental, os foguetes são impulsionados por água e ar comprimido. Já no ensino médio, os participantes utilizam uma reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio para produzir o gás responsável pelo lançamento.

Para o coordenador do evento e professor de Física, Ericleiton Rodrigues, a iniciativa tem como objetivo despertar o interesse pela ciência, tecnologia e inovação por meio da aprendizagem prática e interdisciplinar. Durante a construção dos foguetes e das bases de lançamento, os estudantes exploram conceitos de Física, como pressão, força, movimento e as leis de Newton, além de princípios de aerodinâmica, estabilidade e trajetória.

O professor explicou que, na modalidade de foguetes de água e ar comprimido, a pressão acumulada no interior da garrafa permite a expulsão da água, impulsionando o foguete na direção oposta. Já na modalidade que utiliza vinagre e bicarbonato de sódio, a reação química produz dióxido de carbono, aumentando a pressão interna e provocando o lançamento. Em ambas, fatores como massa, formato e quantidade de propelente influenciam o desempenho do foguete.

A medição do alcance horizontal foi outro destaque da competição. Para garantir maior precisão, a organização contou com uma estação total, equipamento utilizado em levantamentos topográficos, em uma parceria com a professora Ythallanya, da área de Edificações. A programação também incluiu a entrega de troféus às escolas e medalhas aos estudantes e orientadores, em reconhecimento à participação e ao empenho das equipes.

Além dos conhecimentos científicos, a experiência de participar da mostra proporcionou aos estudantes oportunidades de desenvolver autonomia, fortalecer amizades e descobrir novas possibilidades de aprendizagem. Foi o caso de Joyce Milena e das amigas Flávia Maria e Jéssica Vanessa, que decidiram formar uma equipe para viver uma experiência diferente da rotina escolar.“Eu falei: gente, vamos participar! É uma emoção, e isso também pode ajudar a gente no futuro, no que a gente quer ser. Vamos ficar menos no celular e viver uma experiência com outras escolas”, contou Joyce, ao explicar o que motivou o grupo a entrar na competição.A estudante também destacou o apoio das famílias na construção dos foguetes e das bases de lançamento.

Segundo ela, a ajuda dos pais foi importante tanto na aquisição dos materiais quanto na montagem dos equipamentos, especialmente por se tratar de uma atividade que exige conhecimentos e habilidades que as participantes estão desenvolvendo.

Para o estudante Adri Cauê, do primeiro ano do ensino médio, a mostra representou uma oportunidade de aprofundar conhecimentos e aperfeiçoar um projeto que já havia desenvolvido anteriormente. Após uma tentativa que não deu certo em sua antiga escola, ele decidiu retomar a experiência e conseguiu realizar um lançamento que ultrapassou os 100 metros.“Eu aprendi algumas coisas básicas, como a questão dos 45 graus, a fazer o gatilho e a base”, explicou o estudante, ao comentar os conhecimentos adquiridos durante a preparação. Ele também destacou como características da estrutura do foguete podem influenciar a estabilidade e o alcance do voo.

O envolvimento dos estudantes começa antes mesmo do encontro no antigo Porto de Petrolina. O professor Flávio Alexandre, da rede estadual de ensino, explicou que promove uma competição interna para selecionar as equipes que representarão a escola na mostra.

“Antes da competição, eu faço uma disputa na própria escola para identificar a equipe que mais se dedica e consegue alcançar uma maior distância, para chegar aqui em uma posição melhor”, relatou o professor. Segundo ele, a preparação desperta o interesse dos estudantes e estimula o empenho na busca por melhores resultados.

Ao reunir estudantes dos ensinos fundamental e médio, a Mostra Petrolinense de Foguetes também favorece a troca de experiências entre diferentes etapas da formação escolar. Ao transformar conteúdos estudados em sala de aula em desafios concretos, a iniciativa incentiva a investigação, a resolução de problemas e o protagonismo estudantil.

Em sua quinta edição, a mostra reforça a importância de iniciativas que democratizam o acesso ao conhecimento científico e aproximam as escolas da ciência e da tecnologia. Com garrafas PET, materiais acessíveis e muita dedicação, os estudantes mostram que aprender também significa experimentar, testar hipóteses, superar desafios e descobrir, na prática, como a ciência funciona.

 

 

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