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Campus Petrolina do IFSertãoPE recebe delegação da Costa do Marfim e fortalece cooperação internacional na cadeia do caju


O Campus Petrolina do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)  recebeu nos dias 27 e 28 de novembro uma delegação técnica da República da Costa do Marfim para uma imersão em tecnologias de processamento e valorização do pedúnculo do caju. A visita foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, representada pelo assistente de projetos Felipe Viriato e pelo intérprete Lucas Cureau.

A comitiva foi formada por representantes do Conselho do Algodão e do Caju (ANACARDE) e da POMACI,  autarquia marfinense criada recentemente para desenvolver a indústria da polpa do caju. O objetivo central do grupo é ampliar conhecimentos, conhecer tecnologias brasileiras e estabelecer parcerias estratégicas que apoiem a construção de unidades de processamento na Costa do Marfim.

No primeiro momento, a delegação foi recebida pela Direção-Geral do Campus Petrolina, representada pelo diretor Clésio Jonas, pelos professores do curso de Tecnologia em Alimentos Paulo Dalmás (coordenador técnico da visita), Ana Júlia (coordenadora do curso de Tecnologias em Alimentos), Luciana Calvanti, Silvina Belém e Marcos Lima, além do pró-reitor de Ensino, Eudis Teixeira, e a coordenadora de Bibliotecas, Tatiane Lemos. Na ocasião, foram apresentadas as áreas de atuação do campus e, em seguida, as ações já desenvolvidas pelo IFSertãoPE relacionadas à valorização do pedúnculo do caju.

Atualmente, a Costa do Marfim é o maior produtor mundial de castanha de caju, mas enfrenta o desafio de transformar em riqueza as mais de 10 milhões de toneladas de pedúnculo produzidas anualmente. Segundo Yeo Ziobeïton, diretor-geral da POMACI, a missão representa um marco para o avanço tecnológico do setor no país. “Esta missão vai enriquecer nossa pesquisa e nossa inovação. Aqui pudemos entender as carteiras de produtos que podemos introduzir no mercado,  do suco às fibras do pedúnculo. Também aprendemos técnicas e tecnologias que o Brasil utiliza para processar o caju. Queremos uma cooperação duradoura, como já temos em outras áreas, como o algodão.”

A chefe da delegação, Dra. Ouattara Gniré Mariam, diretora de Produção e Sustentabilidade do ANACARDE, destacou a dimensão econômica e social da cooperação. “A Costa do Marfim é o maior produtor de castanha de caju do mundo. Mas, em relação ao pedúnculo, o aproveitamento ainda é irrisório. Por isso olhamos para o Brasil e vimos aqui uma grande quantidade de derivados e uma experiência muito rica.” Ela ainda enfatizou que a visita também busca fornecedores e tecnologias aplicáveis no país. “Queremos construir uma indústria de processamento de caju na Costa do Marfim. Agradecemos  ao governo brasileiro, à ABC, e às instituições que nos acolheram. Nossa expectativa é ampliar essa parceria e firmar novos acordos, envolvendo pesquisa, equipamentos e tecnologias sustentáveis. Estamos abertos a parcerias que gere oportunidades para os dois países.”

O assistente de projetos da ABC, Felipe Viriato, ressaltou a importância estratégica da missão. ” Essa visita busca  estreitar a relação bilateral e apoiar a valorização do pedúnculo do caju, que tem enorme potencial econômico.” Durante os dois dias, o Campus Petrolina apresentou pesquisas, práticas de laboratório e experiências de extensão com tecnologias de processamento do pedúnculo,  incluindo demonstrações no Laboratório Experimental de Alimentos (LEA) e visitas a áreas de produção. Além disso, o grupo foi recebido no campus Petrolina Zona Rural  e na COOPERCUC.

O professor Dr. Paulo Dalmas, do curso de Tecnologia em Alimentos, destacou a vocação internacional do Instituto. Estamos sempre abertos a parcerias. A missão internacional é parte integrante do trabalho do IFSertãoPE, que já esteve em outros países africanos. Estamos prontos para colaborar também com o desenvolvimento da Costa do Marfim.”

A iniciativa reafirma o IFSertãoPE como referência nacional e internacional em pesquisa aplicada, agroindústria e inovação, e fortalece o papel do Brasil no desenvolvimento da cajucultura global.

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