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Integração entre cursos marca a Semana do Químico 2026 no Campus Petrolina do IFSertãoPE
O Campus Petrolina do IFSertãoPE realizou, nos dias 17 e 18 de junho, a Semana do Químico 2026, evento gratuito e aberto ao público que neste ano teve como tema “A Química e o Fim do Mundo”. A programação reuniu palestras, minicursos, oficinas, visita técnica, gincana acadêmica e rodas de conversa, promovendo debates sobre os desafios contemporâneos e o papel da ciência na construção de soluções sustentáveis.
Com uma abordagem instigante, o tema da edição convidou estudantes, servidores e a comunidade externa a refletirem sobre o papel da Química diante de questões globais como mudanças climáticas, poluição ambiental, crise energética, uso de recursos naturais, radioatividade e segurança alimentar.
Um dos principais diferenciais desta edição foi a integração entre o curso técnico de nível médio em Química, a Licenciatura em Química e o curso superior de Tecnologia em Alimentos. A proposta ampliou o diálogo entre diferentes níveis de formação e fortaleceu a troca de experiências entre estudantes e docentes.
Para a estudante da Licenciatura em Química, Amanda Carolina, o evento foi realmente marcado pela integração entre os cursos. “Está sendo muito legal, tanto para nos conhecermos quanto para a aprendizagem. Eu, por exemplo, aprendo muito com o pessoal do ensino médio. Está sendo uma troca sensacional”, destacou.
As oficinas foram um dos pontos mais fortes da programação, promovendo vivências práticas e aproximando a produção científica do cotidiano. A estudante Clarisse Almeida, participante da oficina de Desenvolvimento de Cosméticos Ecofriendly, destacou o impacto das atividades. “A programação agrega muito valor aos conhecimentos da gente aqui do Campus”, afirmou.
O professor Marcos Limas, responsável pela oficina de Elaboração de Fermentado de Laranja, ressaltou a importância das atividades como forma de socialização do conhecimento científico e aproximação com a sociedade. “As oficinas permitem apresentar à comunidade as pesquisas que são desenvolvidas no Campus e levar esse conhecimento para a sociedade, mostrando a importância do que é produzido aqui dentro”, destacou.
Além dessas atividades, a programação contou com minicursos voltados à segurança de alimentos e à produção de derivados como iogurte, biscoitos, kibe, hambúrguer. Além de oficinas sobre uso de calculadora científica, produção de imagens e a proposta “Química sem Barreiras: A Tabela Periódica 3D e os Cenários do Fim do Mundo”, ampliando o caráter interdisciplinar do evento.
Entre as atividades realizadas, a gincana acadêmica também se destacou por promover integração entre os estudantes do ensino técnico e superior, aliando conhecimento e dinamismo. A professora Anayla Santos , uma das organizadoras, explicou que a proposta buscou aproximar os estudantes do curso técnico e fortalecer o vínculo com a área.
“A ideia surgiu entre as professoras da coordenação do técnico em Química e teve como objetivo integrar os alunos e promover o sentimento de pertencimento ao curso, além de explicar o porquê da comemoração da data. Como são alunos do ensino médio, pensamos em uma gincana para trabalhar os conhecimentos de forma mais dinâmica e divertida”, afirmou.
Também foram realizadas palestras e rodas de conversa que abordaram temas como a relação entre química, petróleo, radioatividade e conflitos globais, além de debates sobre crise ambiental e futuro sustentável. A programação incluiu ainda visita técnica à Trilha Ecológica Inclusiva, no Campus Petrolina Zona Rural.
A aluna Lorena Ketli, do primeiro semestre do curso técnico em Química, avaliou positivamente sua participação. “Achei interessante, até divertido. É minha primeira experiência na Semana do Químico e estou gostando. Acho que contribui bastante para o aprendizado e desperta curiosidade sobre os conteúdos”, relatou.
O presidente da comissão organizadora, professor Fabiano Marinho, avaliou positivamente a edição de 2026 e destacou o crescimento do evento em relação ao ano anterior. “A avaliação é positiva quando comparada à de 2025. Neste ano, as oficinas tiveram mais inscritos e o evento foi diferenciado em relação às edições anteriores, especialmente pela integração entre a Química e o curso de Tecnologia em Alimentos”, afirmou.
A estudante Amanda Carolina, que também atuou como monitora, ressaltou ainda sua vivência nas atividades práticas. “No primeiro dia participei da visita técnica na trilha ecológica, onde conhecemos o meliponário e o horto medicinal. Também atuei como monitora na oficina de cosméticos ecofriendly, onde produzimos um lip balm. Foi uma experiência muito rica, com troca de conhecimentos entre estudantes do técnico e do ensino superior”, finalizou



















