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Moradores do Acampamento José Arnaldo participam de Workshop “Fermentar para transformar”
O campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE, através da Escola do Vinho, promoveu entre os dias 1º e 4 de julho, o Workshop “Fermentar para transformar”, que apresentou os princípios básicos da fermentação de alimentos. O evento fez parte da disciplina de Atividade de Extensão IV, do curso de Viticultura e Enologia, ministrada pela professora Ana Paula Barros.
O Workshop foi ministrado pelas estudantes da disciplina, Bianca Alves, Emilly Tamires Gomes, Emile Alves e Natasha Guimarães para moradores do Acampamento José Arnaldo, e teve como proposta apresentar conhecimentos sobre alimentos fermentados, seus benefícios práticos, como tempo de conservação e transformação do perfil sensorial do alimento, e, também, os benefícios para a saúde.
“Fizemos uma introdução teórica, primeiramente, sobre como ocorre e o que é fermentação, a ação dos micro-organismos, os diferentes tipos de fermentação. Depois eles tiveram a prática, onde foram trabalhados conceitos de sanitização, de boas práticas com os alimentos. No terceiro dia, realizamos a degustação e avaliação dos resultados com o que foi produzido de forma conjunta. Foi a primeira vez que realizamos esse workshop e foi bem interessante”, avaliou a estudante Natasha Guimarães.
O presidente do Acampamento José Arnaldo, Cícero Nascimento, foi um dos participantes da capacitação. Para ele, é muito importante que a comunidade participe de formações contínuas. “Sempre estamos abraçando as oportunidades que o IFSertãoPE proporciona para a comunidade e a temática de fermentação de alimentos despertou o interesse de muitas pessoas, inclusive o meu, que, como estudante do curso técnico em Agroindústria, agrega bastante em minha formação”, afirmou.

Neide Frazão trabalha fazendo e comercializando pizzas e salgados e se interessou no tema de fermentação de alimentos para agregar mais conhecimentos em sua área de atuação. “Vim para aperfeiçoar ainda mais meu trabalho e para aprender maneiras diferentes de trabalhar com os alimentos”, disse.

Cada participante do workshop teve a oportunidade de elaborar seu próprio alimento fermentado. Nessa dinâmica, foram trabalhados vegetais, como a cenoura e a beterraba. No último dia da formação, foi realizada uma degustação de alimentos fermentados. O sabor surpreendeu a todos.
“A participação da turma foi bastante interessante, eles estavam muito interessados. Eles trouxeram experiências com a fermentação, principalmente com a macaxeira, a puba, o polvilho. O momento foi uma troca de conhecimentos”, considerou Natasha Guimarães.
De acordo com a professora Ana Paula Barros, a ideia é que sejam realizadas novas oficinas para o público em geral, mas ainda serão definidas as datas.
Texto: Inês Guimarães/Ascom


