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Mais Ciência na Escola: Novos laboratórios maker aproximam estudantes da tecnologia e da inovação
As Escolas Estaduais Núcleo de Moradores 7 e Núcleo de Moradores 9, localizadas na zona rural de Petrolina, vivenciaram uma manhã inspiradora, nesta sexta-feira (29), com a inauguração dos laboratórios maker. A iniciativa é parte do programa Mais Ciência na Escola, através do Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenado pelo campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE.
O acesso a tecnologias diversas e o aprendizado sobre suas possibilidades de utilização são transformadores, abrem novas perspectivas de formação, de crescimento pessoal e profissional. Através das atividades desenvolvidas no laboratório, é possível adentrar um novo mundo, trabalhar conceitos como programação computacional e robótica, colocando em prática a criatividade e a capacidade de transformar problemas em resoluções reais.
- Laboratório Maker da Escola Núcleo de Moradores 9
- Laboratório Maker da Escola Núcleo de Moradores 7
Com o objetivo de promover o letramento digital e a educação científica por meio da implantação de laboratórios maker em escolas públicas, as atividades nos laboratórios das duas escolas começaram no final de 2025, reunindo um coordenador, dez estudantes bolsistas do 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, e outros voluntários, que participam de capacitações e vivenciam atividades semanalmente.
Durante as solenidades de inauguração, estiveram presentes o diretor-geral do campus Petrolina Zona Rural, Vitor Lorenzo, os coordenadores técnicos do Nó Sertão do São Francisco Pernambucano, professores Fabiana Dantas e Pablo Leal, a gerente Regional de Educação, Célia Regina Carvalho, a coordenadora geral de Desenvolvimento da Educação, Gilmara Lacerda, os gestores escolares, Cícero Vitorino (N7) e Enélia Lima (N9), os coordenadores dos laboratórios, Ítalo Ferreira (N7) e Cristina Eugênia (N9), estudantes, comunidade escolar e familiares.
Para a coordenadora técnica do Nó Sertão do São Francisco, Fabiana Dantas, o laboratório maker chega às escolas dos Núcleos de Moradores 7 e 9 com a possibilidade de utilizar as tecnologias para solucionar problemas do cotidiano das comunidades. “Nossa expectativa maior é que esses laboratórios não fiquem subutilizados, pelo contrário, que haja integração entre o coordenador do laboratório, os demais professores da escola, outros educadores e a comunidade também”, afirmou. Fabiana destaca ainda que as atividades no laboratório estimulam os alunos a ter uma visão crítica, não apenas no contexto escolar das disciplinas, mas em sua preparação para o futuro. “Só temos a crescer e multiplicar”, garantiu a coordenadora.
Para os eventos, foram expostos trabalhos já realizados pelos estudantes bolsistas no laboratório maker, como a mão hidráulica feita em papelão, foguete, robôs. “Esse laboratório é extremamente importante para esta escola, pois ele vem trazer inovação, vem trazer esse parque tecnológico e espero que ele chegue a cada vez mais pessoas, fazendo um efeito muito grande nessa comunidade”, considerou a gestora da Escola do Núcleo de Moradores 9, Enélia Lima.
Com financiamento de cerca de R$ 100 mil, além dos recursos tecnológicos, como impressoras 3D, kits de robótica, notebooks, cortadoras a laser, cada laboratório é acompanhado de planos de atividades, formação de professores e bolsas para professores e estudantes, fortalecendo a parceria entre escolas e instituições científicas, tecnológicas e de inovação. A finalidade é apoiar o desenvolvimento de competências previstas na BNCC Computação, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assim como apoiar a implementação da educação digital, conforme definido pela Política Nacional de Educação Digital (PNED).
“O laboratório traz esse mundo da tecnologia, que muitas vezes é uma coisa bem distante, para o ambiente educacional, para o dia a dia do estudante e é muito importante que cada um aproveite bastante essa oportunidade, para que vocês consigam dominar esse ambiente e transformar com criatividade ideias em realidade”, considerou o diretor-geral, Vitor Lorenzo.
O presente edital do Mais Ciência na Escola tem vigência até o final do ano. Para os participantes do projeto, está prevista, ainda, um dia de campo a ser realizado no campus Petrolina Zona Rural. Através do Nó Sertão do São Francisco, coordenado pelo campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE, foram implantados 15 laboratórios maker em escolas públicas do sertão pernambucano. Até o momento, dez foram inaugurados, sendo três no município de Afrânio, três em Petrolina, um em Lagoa Grande, um em Santa Maria da Boa Vista, um em Orocó e um em Cabrobó.







