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Semana de Inclusão promove reflexão sobre acessibilidade e valorização das diferenças no campus Petrolina Zona Rural
Discutir inclusão e acessibilidade é também refletir sobre o papel da sociedade na construção de ambientes que respeitem as diferenças e garantam oportunidades para todos. Com essa proposta, o campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE realizou, entre os dias 4 a 6 de novembro, a Semana de Inclusão 2026, com o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma”.
Promovido pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), o evento reuniu estudantes, servidores, familiares e comunidade externa em uma programação com oficinas, apresentação cultural, palestra, exibição de filme, exposição de materiais e momentos de diálogo e integração.
Inspirada na afirmação da educadora Maria Teresa Eglér Mantoan — “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças” —, a iniciativa teve como objetivo fortalecer os espaços de convivência, aprendizagem e participação, valorizando o protagonismo estudantil e o direito à educação para todos.
A programação teve início no dia 4 de novembro, com a palestra “Além do diagnóstico: o papel da família na construção da autonomia”, ministrada por Margarida Lima e Ruan Lima, mãe e filho, que contaram sua história de vida. “Percebi características diferenciadas de outras crianças em Ruan e, aos dez anos de idade, ele teve diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista)”, contou Margarida. Ela ainda falou dos desafios, das dificuldades com assistência médica, da necessidade constante de informação, estímulo e orientação.
Atualmente, Ruan está concluindo seu segundo curso superior e conquistou seu espaço no mercado de trabalho, sendo servidor público concursado do HU Brasil. “O orgulho é muito, por saber que valeu a pena acreditar e trabalhar para a autonomia de meu filho. Só peço que não desistam, que os familiares não desistam. Não esperem uma resposta rápida, mas trabalhem a pessoa, que a evolução vem”, incentivou Margarida.
A manhã de atividades foi fechada com apresentação cultural de estudantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).
No período da tarde, o estudante de Agronomia, Antonio Manoel, apresentou seu projeto de extensão “Mãos que cuidam: Libras no atendimento médico do município de Petrolina”, coordenado pela servidora Márcia Efigênia, que teve como objetivo capacitar profissionais de saúde de Petrolina em conhecimentos básicos em Libras, favorecendo a comunicação com pacientes surdos e contribuindo para um atendimento mais humanizado e acessível. Em seguida, os presentes participaram de oficinas de Libras e braile.
Durante os três dias, o Espaço NAPNE, montado no corredor ao lado da sala do núcleo, recebeu visitantes para conhecer a exposição de obras de arte, livros e jogos. A programação também contou com o Cine Inclusão, com a exibição do filme “Winter, o golfinho”, no Núcleo de Arte e Cultura (NAC), proporcionando um momento de reflexão e integração.
O encerramento, no dia 6, foi marcado por um café da manhã com monitores e estudantes atendidos pelo NAPNE. Na sequência, pais e responsáveis participaram de um momento de diálogo, ampliando o espaço de escuta e fortalecendo a participação das famílias no processo de inclusão.








