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Dia de campo destaca impacto social e expansão do projeto “Nas Ramas da Esperança”


O campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE recebeu, na última sexta-feira (10), um grupo de pesquisadores de todo o Brasil ligados à Rede Biofort, coordenada pela Embrapa e responsável pela biofortificação de alimentos no país, para um dia de campo. A programação integrou o II Encontro Nordestino de Alimentos Biofortificados, que aconteceu em Petrolina, entre os dias 7 e 10 de abril.

O dia de campo apresentou aos participantes a área demonstrativa do projeto “Nas Ramas da Esperança”. Coordenado pelo professor Erbs Cintra, o projeto tem como objetivo articular ciência, inovação e compromisso social em prol da segurança nutricional e do fortalecimento da agricultura familiar, através da distribuição de mudas biofortificadas, da promoção do acesso a alimentos mais nutritivos e da geração de renda no meio rural.

Além dos pesquisadores, estiveram presentes estudantes e servidores integrantes do projeto, o diretor geral do campus Petrolina Zona Rural, Vitor Lorenzo, representantes de municípios contemplados e agricultores familiares.   “O II Biofort Nordeste foi pensado para que a gente pudesse compartilhar diretamente com os agricultores experiências de todos os polos da rede. Hoje a gente reúne aqui vários nomes da Rede Biofort, desde o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Brasília, Amazonas, Pará, Piauí. Estamos trazendo esse pessoal para cá para mostrar o que deu certo e buscar superar as limitações que a gente tem”, afirmou o professor Erbs Cintra.

Durante o evento, foi possível conhecer as áreas produtivas de babata-doce, milho e feijão biofortificados. Os presentes puderam falar sobre suas impressões e sobre o impacto do projeto “Nas Ramas da Esperança”. Para a líder da Rede Biofort, Marília Nuti, é uma emoção ver os resultados. “Queria em nome da Rede agradecer. Desde que o trabalho daqui começou, a gente cita o ‘Ramas’ como caso de sucesso. Estar aqui com os agricultores é a recompensa de mais de 20 anos de trabalho. ‘Ramas da esperança’ é um exemplo pra gente”, afirmou.

Atualmente, o projeto “Nas Ramas da Esperança” está presente em 203 municípios, sendo 63 em Pernambuco e em mais 13 estados. “Pernambuco é o único estado da Federação em que conseguimos transformar os alimentos biofortificados em política pública. Nós superamos a situação de insegurança alimentar de várias comunidades e isso foi comprovado pelo balanço social da Embrapa. Já existe um mapeamento dos municípios produtores, já existe o impacto social das nossas ações em 2025, que superaram R$ 4,5 milhões. Isso mostra o papel do Instituto Federal, da pesquisa integrada, o papel da rede enquanto Embrapa, Instituto Federal, as universidades, ongs, associações, assentamentos. É essa força de integração que faz com que a extensão de fato ocorra e traga o sucesso para o projeto e para a Rede Biofort”, explicou Erbs Cintra.

Além da presença em boa parte do território nacional, “Nas Ramas da Esperança” já atendeu mais de 100 mil agricultores direta e indiretamente. Somente na área de produção do campus Petrolina Zona Rural, já foram produzidas e doadas mais de 55 toneladas de alimentos. O número de ramas produzidas e distribuídas para agricultores familiares já superou 2 milhões.

A novidade, apresentada durante o dia de campo do II Encontro Nordestino de Biofortificados, é que a cesta de alimentos produzidos através do projeto ficará mais cheia, passando a contar, além da batata-doce, diversas variedades de feijão, milho e macaxeira, com a abóbora biofortificada a partir de 2027.

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