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Programa Mais Ciência na Escola leva inovação e tecnologia a escolas do Sertão pernambucano


O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), através do  Programa Mais Ciência na Escola: Nó Sertão do São Francisco Pernambucano, realizou, no último dia 8 de maio, a inauguração de dois novos laboratórios maker na Escola Municipal Catalunha, no Assentamento Catalunha, em Santa Maria da Boa Vista, e na Escola Municipal Eduardo Henrique Aciolly Campos, no distrito de Vermelhos, em Lagoa Grande.

Estiveram presentes o reitor do IFSertãoPE, Jean Carlos Alencar, a representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carla Dozzi, a pró-reitora de Extensão do IFSertãoPE, Adeísa Guimarães, a equipe técnica que coordena o Nó Sertão do São Francisco Pernambucano, professores Fabiana Dantas e Pablo Leal, estudantes, bolsistas, dentre outras representações.

Além dos recursos tecnológicos, como impressoras 3D, kits de robótica, notebooks, cortadoras a laser, os laboratórios são acompanhados de planos de atividades, formação de professores e bolsas para professores e estudantes, fortalecendo a parceria entre escolas e instituições científicas, tecnológicas e de inovação.

De acordo com a coordenadora do Nó Sertão do São Francisco, Fabiana Dantas, a expectativa é que os alunos não sejam meros visitantes nesses espaços, que possam vivenciar as tecnologias e desenvolver soluções para melhorar a realidade local da própria escola, da comunidade ou do território. “O Mais Ciência na Escola já é uma realidade na nossa região, estamos vendo o entusiasmo e os primeiros frutos das sementes lançadas. Em todas as escolas, vimos a presença da comunidade escolar, desde professores, funcionários, alunos e familiares, todos comemorando esse marco na educação”.

Para o membro da coordenação do Nó Sertão São Francisco Pernambucano, Pablo Leal, o sentimento é de entusiasmo e gratidão. “Ambientes como esses fortalecem a relação ensino-aprendizagem, estimulam o protagonismo estudantil, a criatividade, a inovação e a colaboração na resolução de problemas. Essa iniciativa também se destaca pela capacidade de levar tecnologia e oportunidades para localidades afastadas dos grandes centros, disponibilizando recursos com enorme potencial de transformação social e educacional”, afirmou.

A estudante de Agronomia do campus Petrolina Zona Rural, Hetiene Sousa, é bolsista do Programa Mais Ciência pelo IFSertãoPE e participou das inaugurações. “Conseguimos ter uma pequena dimensão de até onde o projeto Mais Ciência chega e atinge os alunos, professores e comunidade em geral. Foi muito bonito ver a curiosidade dos alunos por todas as coisas que vêm sendo desenvolvidas, ver como eles aprenderam sobre diversos assuntos e conseguem falar com propriedade sobre isso. Foi um momento que nos fez ter ideia da grande importância do projeto”, disse.

Os laboratórios, que antes eram espaços vazios, se tornaram lugares de movimento, construção e compartilhamento de conhecimentos. Na escola Eduardo Henrique Aciolly Campos, foi realizada uma exposição com trabalhos feitos com canetas e impressora 3D, a partir da reciclagem. “Foi lindo ver a desenvoltura dos alunos bolsistas que apresentaram os trabalhos desenvolvidos no laboratório desde o ano passado, com bastante segurança e convicção. Tenho certeza que esses espaços são pontes para o futuro e estamos construindo uma rede de inovação no sertão de Pernambuco. Teremos muitos frutos oriundos dos laboratórios maker deste programa”, garantiu a professora Fabiana Dantas.

Inauguração em Lagoa Grande reuniu autoridades locais e comunidade em geral

Através do Nó Sertão do São Francisco, coordenado pelo campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE, serão implantados 15 laboratórios maker em escolas públicas do sertão pernambucano. Além dos laboratórios de Santa Maria e Lagoa Grande, foram inaugurados mais três no município de Afrânio e um em Petrolina. As próximas inaugurações estão previstas para esta sexta-feira (22), na Escola Municipal Luis Bione, em Orocó, e na Escola Municipal Joaquim André Cavalcanti, em Cabrobó.

O Programa Mais Ciência na Escola foi lançado pelo Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em junho de 2024, com o intuito de promover o letramento digital e a educação científica por meio da implantação de laboratórios maker em escolas públicas, apoiando o desenvolvimento de competências previstas na BNCC Computação, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assim como apoiar a implementação da educação digital, conforme definido pela Política Nacional de Educação Digital (PNED).

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