Início do conteúdo

I Encontro Nordestino de Alimentos Biofortificados discute segurança nutricional, saberes e sustentabilidade


Petrolina (PE) sediou, entre os dias 26 e 28 de agosto, o I Encontro Nordestino de Alimentos Biofortificados (BioFORT Nordeste). O evento, que teve como tema “Cultivando a segurança nutricional, saberes e sustentabilidade”, aconteceu como parte da programação do Semiárido Show.

O local do BioFORT Nordeste foi escolhido pela relevância e alcance das ações executadas a partir do projeto desenvolvido no campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE, com apoio da Rede BioFORT, “Nas Ramas da Esperança”, uma iniciativa que visa a redução da pobreza extrema em Pernambuco, através da implantação de um banco de multiplicação de ramas-sementes, produção e distribuição de variedades de alimentos biofortificados, como a batata doce.

O evento foi aberto ao público e contou com a presença da líder da Rede BioFORT, Marília Nuti, do pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFSertãoPE, Francisco Gama, representando o reitor Jean Carlos Alencar, do coordenador do projeto “Nas Ramas da Esperança”, Erbs Cintra, do secretário Executivo de Combate à Fome de Pernambuco, Felipe Medeiros, além da participação de diversos segmentos, como representantes de associações, de assentamentos, agricultores e representantes políticos.

“A realização do I Encontro Nordestino de Alimentos Biofortificados durante a Semiárido Show é de um êxito muito grande, porque nós conseguimos reunir os polos do Nordeste que estão discutindo e implementando biofortificação, não só para apresentar os resultados, mas para planejar o que faremos no próximo ano. Estamos na vitrine de tecnologias, nossos estudantes do IFSertãoPE interagiram muito com os pesquisadores, visitantes, fazendo um trabalho muito importante”, avaliou a líder da Rede BioFORT, Marília Nuti.

A programação contou com painel de experiências dos polos BioFORT, com relatos e resultados das ações em campo, palestras e debates que abordaram temas como os caminhos para o combate à fome e o fortalecimento da agricultura familiar, os desafios enfrentados pelos polos da Rede BioFort na região Nordeste, além de dia de campo com visita às vitrines de alimentos biofortificados, como variedades de batata doce, macaxeira, milho e feijão.

“Pernambuco é o primeiro Estado que tem uma política pública regulamentada em relação aos alimentos biofortificados e isso é fruto do trabalho do nosso polo ‘Nas Ramas da Esperança’. Nosso trabalho conseguiu sensibilizar os agentes municipais e principalmente o agricultor, que abraçou a nossa ideia. Nós fazemos, no campus Petrolina Zona Rural, no Sertão Pernambucano, um trabalho de extensão, de transferência de tecnologia com excelência”, afirmou o coordenador do Polo Nas Ramas da Esperança, Erbs Cintra.

Atualmente, o projeto está presente em 165 municípios de doze estados do Brasil, mais de 900 mil ramas produzidas e doadas, mais de 40 toneladas de alimentos produzidos e doados, e a expectativa de geração de renda e de receita nas áreas de alimentos biofortificados espalhados pelo país supera R$ 40 milhões.

“Nós temos uma área de produção dentro do nosso campus, uma área de multiplicação desses alimentos, chamamos os agricultores para dentro da nossa instituição para mostrar a riqueza dos cultivos biofortificados, como resistência à praga, tolerância a estresse hídrico e eles saem não só com mudas, mas com os alimentos e conseguem enxergar que aquela tecnologia é acessível para eles”, explicou Erbs.

O Polo Nas Ramas da Esperança foi vencedor do Prêmio Espírito Público na categoria Desenvolvimento Social e estará presente na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que acontece em novembro, na cidade de Belém (PA).

Texto: Inês Guimarães/ Ascom

Fim do conteúdo