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IFSertãoPE participa de seminários para atualização do Plano Estadual de Combate à Desertificação em Pernambuco


Servidores do IFSertãoPE participaram de uma série de encontros voltados ao enfrentamento da desertificação e à redução dos impactos da seca no estado. A programação ocorreu nos dias 23 e 24 de março, no município de Salgueiro, reunindo representantes de instituições públicas, acadêmicas e organizações parceiras.

Participaram os servidores Ana Maria Camelo (Campus Serra Talhada), Willams Costa (Campus Ouricuri) e Joelma Coutinho (Campus Floresta). Os seminários tiveram como finalidade a revisão e atualização do Programa de Ação Estadual de Pernambuco para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-PE), originalmente estruturado em 2009. A iniciativa visa adequar o planejamento estratégico às atuais demandas ambientais, diante do agravamento dos processos de degradação no território pernambucano.

A ação foi promovida por meio de articulação institucional entre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a Universidade Federal do Vale do São Francisco, evidenciando o caráter interinstitucional da iniciativa. De acordo com dados do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, Pernambuco possui 141 municípios inseridos em Áreas Suscetíveis à Desertificação, correspondendo a aproximadamente 90% de sua extensão territorial. Nesse contexto, os debates contemplaram a atualização do diagnóstico ambiental, a delimitação de áreas prioritárias, a análise crítica de políticas públicas anteriores e a identificação de lacunas no plano vigente.

Também foram discutidas diretrizes para a convivência sustentável com o semiárido, incluindo a adoção de tecnologias sociais, o fortalecimento da educação ambiental e práticas voltadas ao uso racional dos recursos hídricos e do solo.

Para a professora Ana Maria Camelo, a atuação do Instituto Federal nesses espaços é estratégica. “A participação do IFSertãoPE integra ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para que o plano se converta em ações efetivas no enfrentamento da desertificação e da seca ao longo das próximas décadas. Além disso, fortalece a articulação com órgãos públicos e organizações da sociedade civil, ampliando o alcance de projetos que levam conhecimento técnico e científico às comunidades e produtores rurais”, destacou.

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